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Filósofos / Charles Taylor
Contemporâneo

Charles Taylor

1931 – ?
Montreal, Canada
Fenomenologia political philosophy ethics philosophy of religion philosophy of social science epistemology history of philosophy
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Charles Taylor é um filósofo canadense cuja obra sobre o self, a modernidade, a secularização e o multiculturalismo fez dele um dos mais importantes filósofos políticos e morais do final do século XX e início do XXI. Seus estudos histórico-filosóficos — *As Fontes do Self* (1989) e *Uma Era Secular* (2007) — constituem os mais abrangentes diagnósticos filosóficos da condição moderna, enquanto seu conceito de 'política do reconhecimento' transformou o debate político liberal sobre diversidade cultural.

Ideias Principais

Política do reconhecimento, fontes do self, era secular, avaliações fortes, imaginários sociais

Contribuições Principais

  • Traçou a emergência histórica da identidade moderna por meio de múltiplas fontes morais em As Fontes do Self
  • Forneceu a mais abrangente análise filosófica da secularização no Ocidente latino em Uma Era Secular
  • Desenvolveu o conceito de 'política do reconhecimento' — de que a política democrática deve reconhecer a identidade distinta dos grupos culturais
  • Defendeu a ciência social hermenêutica contra o naturalismo reducionista, argumentando que a ação humana exige compreensão interpretativa
  • Articulou o 'quadro imanente' como o contexto compartilhado no qual tanto a crença quanto a descrença se tornaram opções vivas na modernidade
  • Tornou os insights comunitários de Hegel acessíveis à filosofia anglófona

Questões Centrais

Como emergiu o moderno sentido de self — caracterizado pela interioridade, pela autenticidade e pela afirmação da vida ordinária?
Por que as sociedades ocidentais passaram da crença universal em Deus para uma pluralidade de opções espirituais?
O que exige a justiça em sociedades multiculturais com concepções diversas do bem?
A ciência social naturalista é adequada para explicar a ação humana, ou a compreensão exige interpretação hermenêutica?
Que fontes morais sustentam a identidade moderna, e pode uma era secular encontrar recursos suficientes para a vida ética?
Qual é a relação entre reconhecimento e identidade na política democrática?

Teses Principais

  • A identidade moderna é constituída por múltiplas fontes morais, frequentemente conflitantes: o teísmo, a razão iluminista e o expressivismo romântico
  • A secularização não é simplesmente a subtração da religião, mas uma transformação das condições de crença
  • O 'quadro imanente' é o contexto compartilhado da modernidade no qual tanto a crença quanto a descrença são opções vivas
  • O não-reconhecimento ou o reconhecimento inadequado pode ser uma forma de opressão; a política democrática deve acomodar a diferença cultural
  • Os indivíduos são constituídos por seus contextos sociais e culturais — o self atomístico da teoria liberal é uma ficção
  • A compreensão hermenêutica é irredutível à explicação naturalista nas ciências humanas

Biografia

Vida e Formação

Charles Margrave Taylor nasceu em 5 de novembro de 1931, em Montreal, Quebec. Sua família era bilíngue — pai anglófono, mãe francófona —, e essa dupla herança cultural moldou profundamente seu compromisso com o pluralismo e o diálogo intercultural. Estudou em Oxford, onde foi influenciado por Ryle, Austin e Berlin, e depois se tornou professor na Universidade McGill, onde permaneceu grande parte de sua carreira.

As Fontes do Self

As Fontes do Self: A Construção da Identidade Moderna (1989) é a obra mais abrangente de Taylor. Traçou a emergência histórica da identidade moderna — caracterizada pela interioridade, pela autenticidade e pela afirmação da vida ordinária — a partir de três fontes morais: o teísmo, a razão iluminista e o expressivismo romântico. Taylor argumentou que o self atomístico pressuposto pelo liberalismo é uma ficção: somos sempre já constituídos por nossos contextos sociais e culturais.

Uma Era Secular

Uma Era Secular (2007) é um extenso estudo (cerca de 800 páginas) sobre como a secularização ocorreu no Ocidente latino. Taylor rejeitou a narrativa da subtração — segundo a qual a secularização é o simples afastamento da religião — em favor de uma narrativa de transformação: a secularização criou o 'quadro imanente', um contexto compartilhado no qual tanto a crença quanto a descrença se tornaram opções vivas.

A Política do Reconhecimento

Em Multiculturalismo e a Política do Reconhecimento (1992), Taylor argumentou que o não-reconhecimento ou o reconhecimento inadequado pode ser uma forma de opressão; que a política democrática deve acomodar as identidades distintas de grupos culturais; e que o liberalismo procedural que finge neutralidade em relação às concepções do bem está na verdade promovendo uma concepção particular e potencialmente hegemônica.

Métodos

hermeneutic philosophy historical genealogy phenomenological description communitarianism intellectual history

Citações Notáveis

"A exigência de reconhecimento ganha urgência pelas supostas ligações entre reconhecimento e identidade." — Multiculturalismo e a Política do Reconhecimento
"Todos estamos enquadrados dentro daquilo que quero chamar de 'quadro imanente'." — Uma Era Secular
"Nossa identidade é parcialmente moldada pelo reconhecimento ou pela sua ausência, muitas vezes pelo não-reconhecimento dos outros." — Multiculturalismo e a Política do Reconhecimento
"Saber quem sou é uma espécie de saber onde estou." — As Fontes do Self

Obras Principais

  • The Explanation of Behaviour Livro (1964)
  • Hegel Livro (1975)
  • Sources of the Self Livro (1989)
  • The Ethics of Authenticity Livro (1991)
  • The Politics of Recognition Ensaio (1994)
  • A Secular Age Livro (2007)
  • The Language Animal Livro (2016)

Influenciou

Influenciado por

Fontes

  • Stanford Encyclopedia of Philosophy
  • Charles Taylor (Abbey, 2000)
  • The Cambridge Companion to Charles Taylor (forthcoming)
  • Charles Taylor: Meaning, Morals and Modernity (Smith, 2002)

Links Externos

Traduções

Portuguese
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Spanish
100%
Italian
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