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Filósofos / Martin Heidegger
Moderno

Martin Heidegger

1889 – 1976
Meßkirch, Baden, Germany → Freiburg, Germany
Existencialismo Fenomenologia Metaphysics Phenomenology Existentialism Philosophy of technology Aesthetics Philosophy of language Hermeneutics
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Martin Heidegger foi um filósofo alemão cuja investigação da 'questão do Ser' (Seinsfrage) fez dele um dos pensadores mais importantes e controversos do século XX. Seu magnum opus *Ser e Tempo* revolucionou a filosofia ao analisar a existência humana (Dasein) como fundamentalmente temporal, lançada num mundo de cuidado e angústia, e orientada para a morte. Seu pensamento tardio explorou o 'esquecimento do Ser' na história da metafísica ocidental, a essência da técnica e a possibilidade de uma relação mais originária com a linguagem, a arte e o habitar.

Ideias Principais

Dasein, ser-no-mundo, ser-para-a-morte, facticidade, autenticidade, a questão do Ser, Gelassenheit

Contribuições Principais

  • Reabriu a 'questão do Ser' (Seinsfrage) como a questão fundamental da filosofia, argumentando que a tradição metafísica ocidental 'esqueceu' o Ser
  • Desenvolveu a analítica existencial do Dasein em *Ser e Tempo* — analisando a existência humana como ser-no-mundo, cuidado, facticidade, angústia e ser-para-a-morte
  • Introduziu conceitos existenciais fundamentais: Dasein (ser-aí), In-der-Welt-sein (ser-no-mundo), Zuhandenheit (ser-à-mão), Sorge (cuidado), Angst (angústia), Sein-zum-Tode (ser-para-a-morte)
  • Desenvolveu a fenomenologia hermenêutica — a análise da compreensão como modo fundamental do ser humano
  • Analisou a técnica moderna como 'Gestell' (composição/enquadramento) — um modo de desvelamento que reduz todos os entes a 'fundo de reserva' (Bestand)
  • Explorou a relação entre linguagem, poesia e Ser em seu pensamento tardio — 'a linguagem é a casa do Ser'

Questões Centrais

Qual é o sentido do Ser (Sein) — a questão mais fundamental e mais esquecida da filosofia?
Qual é a estrutura da existência humana (Dasein), e como ela difere do ser dos objetos?
Como a angústia (Angst) revela nossa condição fundamental — nossa facticidade, finitude e ser-para-a-morte?
Como a história da metafísica ocidental 'esqueceu' progressivamente a questão do Ser?
Qual é a essência da técnica moderna, e como ela transforma nossa relação com os entes?
Podem a poesia e a arte abrir uma relação mais originária com o Ser do que o argumento filosófico?

Teses Principais

  • A questão do Ser (Seinsfrage) é a questão fundamental da filosofia — e a metafísica ocidental a esqueceu sistematicamente
  • O Dasein (existência humana) não é uma substância, mas um modo de ser: ser-no-mundo, cuidado, facticidade, projeção e ser-para-a-morte
  • A angústia (Angst) revela nossa situação fundamental: fomos lançados num mundo que não escolhemos, confrontando nossa própria finitude
  • A autenticidade (Eigentlichkeit) consiste em assumir resolutamente o próprio ser-para-a-morte, em vez de se refugiar no impessoal 'se' (das Man)
  • A técnica moderna não é meramente um conjunto de ferramentas, mas um modo de desvelamento que reduz tudo a fundo de reserva — um recurso a ser otimizado
  • A linguagem é a casa do Ser — na linguagem poética, o próprio Ser fala
  • A história da metafísica é a história do esquecimento do Ser — de Platão a Nietzsche, o próprio Ser foi encoberto

Biografia

Vida

Martin Heidegger nasceu em 26 de setembro de 1889 em Meßkirch, Baden, Alemanha. Estudou teologia e depois filosofia na Universidade de Freiburg sob Edmund Husserl. Seu Ser e Tempo (Sein und Zeit, 1927) estabeleceu-o como o mais importante filósofo de sua geração.

Em 1933, Heidegger tornou-se reitor da Universidade de Freiburg e ingressou no Partido Nazista — episódio que lançou uma sombra permanente sobre seu legado. A extensão de seu comprometimento ideológico permanece debatida; ele renunciou à reitoria em 1934, mas nunca repudiou publicamente seu envolvimento. Após a guerra, foi proibido de lecionar até 1951.

O pensamento tardio de Heidegger (a 'virada' ou Kehre) deslocou-se da analítica do Dasein para um engajamento mais meditativo com o próprio Ser, expresso por meio de leituras de poesia (Hölderlin, Rilke), reflexões sobre a técnica e um estilo filosófico distintivo que buscava superar a metafísica. Morreu em 26 de maio de 1976 em Freiburg.

Legado

A influência de Heidegger sobre a filosofia do século XX é enorme — sobre o existencialismo (Sartre, Merleau-Ponty), a hermenêutica (Gadamer), a desconstrução (Derrida), a filosofia ambiental e a teologia. Sua cumplicidade com o nazismo permanece objeto de intenso debate acadêmico e moral.

Métodos

Phenomenological-hermeneutic analysis Existential analytic (analysis of the structures of Dasein) Destruktion (critical deconstruction of the history of metaphysics) Meditative thinking (Besinnung) vs. calculative thinking Close reading of poetic and philosophical texts

Citações Notáveis

"A questão do Ser foi hoje esquecida." — Ser e Tempo, Introdução
"A linguagem é a casa do Ser." — Carta sobre o Humanismo
"A coisa mais digna de pensamento em nosso tempo digno de pensamento é que ainda não pensamos." — O que Significa Pensar?
"Somente um deus pode ainda nos salvar." — Entrevista ao Der Spiegel (publicada postumamente)
"Em toda parte permanecemos não-livres e acorrentados à técnica, quer a afirmemos apaixonadamente quer a neguemos." — A Questão da Técnica

Obras Principais

  • Being and Time Tratado (1927)
  • Letter on Humanism Carta (1947)
  • The Origin of the Work of Art Ensaio (1950)
  • The Question Concerning Technology Ensaio (1954)
  • What Is Called Thinking? Palestra (1954)

Influenciou

Influenciado por

Fontes

  • Being and Time (trans. John Macquarrie and Edward Robinson)
  • Heidegger by Michael Inwood (Oxford: Very Short Introductions)
  • The Cambridge Companion to Heidegger (ed. Charles Guignon)
  • Heidegger: An Introduction by Richard Polt

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