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Filósofos / Thomas Nagel
Contemporâneo

Thomas Nagel

1937 – ?
Belgrade, Yugoslavia → New York City, USA
Filosofia Analítica philosophy of mind ethics political philosophy epistemology metaphysics
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Thomas Nagel é um filósofo norte-americano cujo trabalho sobre consciência, subjetividade, filosofia moral e os limites do reducionismo o tornou uma das figuras mais importantes da filosofia analítica contemporânea. Seu ensaio 'Como É Ser um Morcego?' lançou um dos desafios definidores às teorias materialistas da mente, e seu programa filosófico mais amplo insiste na irredutibilidade do ponto de vista subjetivo tanto na epistemologia quanto na ética.

Ideias Principais

Como é ser, caráter subjetivo da experiência, o absurdo, ponto de vista de lugar nenhum, sorte moral

Contribuições Principais

  • Argumentou que a consciência tem um caráter subjetivo irredutível — há 'algo que é ser' um organismo consciente — que o reducionismo materialista não pode capturar
  • Lançou o argumento do morcego como um desafio definidor às teorias fisicalistas da mente
  • Articulou a tensão entre o ponto de vista objetivo 'de lugar nenhum' e a perspectiva subjetiva da experiência vivida
  • Defendeu o objetivismo moral, argumentando que a realidade das outras pessoas gera razões para a ação altruísta
  • Desafiou a adequação do neo-darwinismo materialista para explicar a consciência, a razão e o valor
  • Explorou o conceito de sorte moral e o absurdo da existência humana

Questões Centrais

Como é ser um organismo consciente, e pode esse caráter subjetivo ser captado pela ciência objetiva?
Como podemos integrar a perspectiva subjetiva de primeira pessoa com o ponto de vista objetivo de terceira pessoa da realidade?
O reducionismo materialista é adequado para explicar a consciência, a razão e o valor?
Qual é a base da objetividade moral, e temos razões para o altruísmo independentes do desejo?
Qual é a relação entre o absurdo da existência humana e a possibilidade do sentido?
Como devemos equilibrar as exigências morais imparciais com os interesses pessoais e os vínculos afetivos?

Teses Principais

  • A consciência tem um caráter subjetivo irredutível que não pode ser captado por nenhuma quantidade de descrição objetiva de terceira pessoa
  • Há algo que é ser um morcego, e essa experiência subjetiva não é redutível à descrição neurofisiológica
  • O 'ponto de vista de lugar nenhum' — a aspiração a um relato puramente objetivo da realidade — não pode eliminar a perspectiva subjetiva
  • A concepção neo-darwiniana materialista da natureza é inadequada para explicar o surgimento da consciência, da razão e do valor
  • O objetivismo moral é defensável: a realidade das outras pessoas gera razões de ação neutras em relação ao agente
  • O absurdo da vida surge da colisão entre a seriedade com que tomamos nossas vidas e a perspectiva objetiva a partir da qual elas parecem arbitrárias

Biografia

Vida e Formação

Thomas Nagel nasceu em 4 de julho de 1937, em Belgrado, Iugoslávia (hoje Sérvia), numa família judaico-alemã que emigrou para os Estados Unidos. Estudou na Cornell University, em Oxford (como bolsista Fulbright, onde estudou com J.L. Austin e H.P. Grice) e em Harvard, onde obteve seu Ph.D. em 1963 sob orientação de John Rawls.

Filosofia da Mente: Subjetividade e Consciência

A contribuição mais famosa de Nagel é 'Como É Ser um Morcego?' (1974), que argumentou que a consciência envolve um caráter subjetivo irredutível — que para qualquer organismo consciente, há algo que é ser aquele organismo, um ponto de vista subjetivo que não pode ser captado pela descrição científica objetiva de terceira pessoa.

O Ponto de Vista de Lugar Nenhum (1986) desenvolveu esse tema num programa filosófico mais amplo. Nagel argumentou que há uma tensão fundamental entre o ponto de vista objetivo, 'de lugar nenhum', ao qual a ciência aspira, e a perspectiva subjetiva de primeira pessoa a partir da qual vivemos, agimos e experienciamos.

Ética e Filosofia Política

A Possibilidade do Altruísmo (1970) argumentou que reconhecer a realidade das outras pessoas e seus interesses gera razões para a ação independentes dos próprios desejos. Questões Mortais (1979) coletou ensaios influentes sobre a morte, o absurdo, a sorte moral, a perversão sexual e a guerra.

Mente e Cosmos (2012)

Mente e Cosmos (2012) foi a obra mais controversa de Nagel. Ele argumentou que o relato materialista e reducionista da natureza — segundo o qual a consciência, a razão e o valor podem ser plenamente explicados pela física, pela química e pela evolução darwiniana — é inadequado. Nagel não endossou o teísmo nem o design inteligente, mas pediu um naturalismo mais amplo que inclua princípios teleológicos.

Nagel é Professor Universitário de Filosofia e Direito na Universidade de Nova York desde 1980.

Métodos

phenomenological analysis conceptual analysis argument from intuition thought experiments anti-reductionist reasoning

Citações Notáveis

"Fundamentalmente, um organismo tem estados mentais conscientes se e somente se há algo que é ser aquele organismo." — Como É Ser um Morcego? (1974)
"A subjetividade da consciência é um traço irredutível da realidade — sem o qual não poderíamos fazer física nem qualquer outra coisa." — O Ponto de Vista de Lugar Nenhum (1986)
"O absurdo surge da colisão entre a seriedade com que tomamos nossas vidas e a possibilidade permanente de considerar tudo aquilo que levamos a sério como arbitrário." — Questões Mortais, 'O Absurdo' (1979)
"Quero que o ateísmo seja verdadeiro e fico perturbado pelo fato de que algumas das pessoas mais inteligentes e bem informadas que conheço são crentes religiosos." — A Última Palavra (1997)

Obras Principais

  • The Possibility of Altruism Livro (1970)
  • What Is It Like to Be a Bat? Ensaio (1974)
  • Mortal Questions Livro (1979)
  • The View from Nowhere Livro (1986)
  • Equality and Partiality Livro (1991)
  • The Last Word Livro (1997)
  • Mind and Cosmos Livro (2012)

Influenciado por

Fontes

  • Stanford Encyclopedia of Philosophy
  • Thomas Nagel (Brogaard, 2016)
  • The View from Nowhere (reviews and critical responses)
  • Mind and Cosmos (critical symposia)

Links Externos

Traduções

Portuguese
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Spanish
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Italian
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