Skip to content
Filósofos / Albert Camus
Contemporâneo

Albert Camus

1913 – 1960
Dréan, French Algeria → Paris, France
Absurdismo Existencialismo Existentialism Ethics Political philosophy Aesthetics Philosophy of the absurd
Copied!

Albert Camus foi um filósofo, romancista e ensaísta franco-argelino cuja exploração do absurdo — a confrontação entre o desejo humano de sentido e o silêncio indiferente do universo — fez dele um dos pensadores mais lidos do século XX. Embora resistisse ao rótulo de existencialista, suas obras sobre o absurdo, a revolta e a solidariedade articulam uma visão filosófica distintiva: a vida é absurda, mas é preciso imaginar Sísifo feliz.

Ideias Principais

O absurdo, a revolta, Sísifo, a peste como metáfora, pensamento mediterrâneo

Contribuições Principais

  • Desenvolveu a filosofia do absurdo: a confrontação entre a necessidade humana de sentido e o silêncio sem sentido do universo
  • Argumentou que o suicídio não é a resposta ao absurdo — é preciso rebelar-se contra o desprovimento de sentido e abraçar a vida
  • Articulou uma ética da revolta: rebelião contra a injustiça e o absurdo, temperada por limites e solidariedade
  • Explorou a tensão entre a revolta individual e a violência revolucionária coletiva em O Homem Revoltado

Questões Centrais

Vale a pena viver num universo desprovido de sentido inerente?
Como devemos responder ao absurdo — com o suicídio, a esperança ou a revolta?
Quais são os limites da revolta — quando a rebelião contra a injustiça se torna ela própria uma forma de opressão?
Podemos encontrar solidariedade e sentido num mundo sem Deus?

Teses Principais

  • O absurdo surge da confrontação entre o desejo de sentido dos seres humanos e o silêncio indiferente do universo
  • Há apenas um problema filosófico verdadeiramente sério, e esse é o suicídio — julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida
  • É preciso imaginar Sísifo feliz — o herói absurdo abraça seu destino e encontra alegria na própria luta
  • Revolta-me, logo somos — a rebelião contra o absurdo gera solidariedade com os outros que partilham a condição humana
  • O revoltado não é o revolucionário — a revolta afirma limites; a revolução tende para o totalitarismo

Biografia

Vida

Albert Camus nasceu em 7 de novembro de 1913, em Mondovi, na Argélia francesa. Seu pai morreu na Primeira Guerra Mundial. Criado na pobreza por sua mãe quase surda e analfabeta, Camus se destacou como estudante e cursou filosofia na Universidade de Argel. Trabalhou como jornalista e envolveu-se com o teatro e a política anticolonial.

Seu ensaio filosófico O Mito de Sísifo (1942) e seu romance O Estrangeiro (1942) estabeleceram sua reputação. O Homem Revoltado (1951) examinou os fundamentos filosóficos da revolta. Foi agraciado com o Nobel de Literatura em 1957. Morreu num acidente de carro em 4 de janeiro de 1960, aos 46 anos.

Legado

A filosofia do absurdo de Camus e sua ética da revolta e da solidariedade continuam a inspirar leitores e pensadores em todo o mundo.

Métodos

Philosophical essay and literary expression Phenomenological analysis of the absurd Literary-dramatic philosophical communication Analysis of revolt and its limits

Citações Notáveis

"É preciso imaginar Sísifo feliz." — O Mito de Sísifo
"Há apenas um problema filosófico verdadeiramente sério, e esse é o suicídio." — O Mito de Sísifo
"No meio do inverno, descobri enfim que havia dentro de mim um verão invencível." — Retorno a Tipasa
"Revolta-me, logo somos." — O Homem Revoltado

Obras Principais

  • The Myth of Sisyphus Ensaio (1942)
  • The Stranger Livro (1942)
  • The Plague Livro (1947)
  • The Rebel Tratado (1951)
  • The Fall Livro (1956)

Influenciado por

Fontes

  • The Myth of Sisyphus (trans. Justin O'Brien)
  • Albert Camus: A Life by Olivier Todd
  • The Cambridge Companion to Camus (ed. Edward Hughes)

Links Externos

Traduções

Portuguese
100%
Spanish
100%
Italian
100%

Comparar:
Comparar

Comparar com...

Busque um filósofo para comparar com

Comparar